let’s go!

Obrigada pelos comentários e compartilhamento do post, seus queris! Respondi alguns por ali mesmo, outros por e-mail, vejam suas caixas (;

Parte 1 está logo abaixo deste post. A parte 2 inicia com: museu é complicado porque, numa viagem curta, inúmeras horas são passadas dentro de um só local. Não que seja problema, afinal, as horas que estais gastando são absolutamente lindas, mas caso eu fosse me enfiar em todo museu que eu queria ir, teria ainda o Guggenheim (que já é maravilhoso por fora, afinal, é Frank Lloyd Wright) e o Metropolitan (que eu acho que é o maior de todos). E assim, provavelmente, dois dias de viagem iriam embora. Mas só os museus já me deram motivo para voltar, já que foi no MoMA minha única decepção na viagem.

O prédio do MoMA consiste em 6 andares. Os três primeiros com arte atual (ou não, ou o que consideras arte) e instalações. E o quarto e quinto andares com tudo o que eu sempre quis ver: Van Gogh, Matisse, Monet, Dalí, Cézanne, Warhol, Lichtenstein, Picasso, Miró, Kandinsky, Klimt e tantos outros. Eu esperei muito por este dia. Visitei os três primeiros andares (achei que conseguiria passear ainda pelo jardim interno, que é lindo, mas não deu). Quando eu cheguei ao quarto andar, me vi em um labirinto maravilhoso para quem é amante do que ele oferece. Não se sabe para onde olha, se perde e se encontra inúmeras vezes, mas é sempre com uma boa surpresa. Mas congelada no início, resolvi fazer minha rota da direita para a esquerda (quando decidi o lado, olhei para o outro e de relance, em uma das salas, vi um pedaço do enorme de A Dança, de Matisse. Eu só pensava: meu-deus, meu-deus). Em pouco tempo de desbravamento, me surpreendi parada na frente de três quadros gigantes de Monet. Eu não citaria Monet como um dos meus favoritos, mas isso é até tu ver aquilo de perto. Eu não sei bem explicar, mas é como se eu estivesse na frente de uma enorme explosão, mas muito, muito suave. Ali a alegria da guria aqui durou pouco, porque: estavam fechando o museu. E sim: as pessoas são expulsas das galerias. Eu não sabia o que fazer. Comecei a andar feito uma barata tonta, tentando achar pelo menos o restante do Matisse e sair da vista dos seguranças, mas eu não encontrei. Assim terminou minha visita ao MoMA: Lya, com os olhos cheios de água, enquanto descia o quarto andar. Eu não acreditei. Isso que, no sexto andar, ainda existia uma exibição toda do Le Cobusier, a Le Corbusier: An Atlas of Modern Landscapes .

Naquele dia, passamos a manhã na B&H, o paraíso dos fotógrafos. Ao sairmos de lá, um milagre, uma hora de chuva. Enquanto ela caía, almoçamos no Uncle Jack’s Steakhouse, que recomendo bastante.

Portanto, vocês, pessoas inteligentes, façam o seguinte quando forem ao MoMA: comecem de cima para baixo ou vá de manhã. Eu estava mal, haha.

No hall central do museu, um ventilador que não parava quieto. ARTE.

Estes telões deviam ter cerca de 2,5 m de altura.

Uma das inúmeras (e lindas) colagens de Mies van der Rohe.

Um momento que eu já esperava, ver na minha frente algum quadro famoso que na verdade mede poucos centímetros: Dalí.

Ao chegar no quarto andar e ser recebida por Lichtenstein.

Picasso.

Warhol.

Monet.

Pollock.

Claro que tinha que ter cadeira, Rietveld.

No dia seguinte, o Central Park foi o lugar marcado para um encontro, mais precisamente a Bethesda Fountain. Não tenha dúvidas, o Central Park é o lugar mais lindo da cidade. Quando eu lembro de mim no lago então (fazendo gritos para o Frank remar), cena de filme, haha. No Central Park fomos encontrar Charley, o cachorro e Bill, seu dono. Nos conhecemos pela internet há pelo menos 6 anos, haha. Sim, eu estou falando do cachorro. Charley já está acostumado com a fama e Bill nos acompanha online todos estes anos. Foi muito legal nos conhecermos pessoalmente. Meu namorado já havia encontrado-os na viagem anterior à cidade, faltava eu. Compramos um presente para o pequeno e ele não largou mais. Bill nos levou ao Strawberry Fields, que fica na linha do Dakota. Ali fica a famosa homenagem ao Lennon. Depois fui passear pelo lago do parque. Acho é uma das cenas mais bonitas que tenho na memória. A visão era linda e a situação também, haha. Naquele dia, almoçamos no Shake Shack. Disputado, vai ter fila em qualquer um que fores. Enfrente, vale a pena (:

PFVR o que é aquilo atrás do casal fotolog?

Ganhei beijo.

Quem é a diva desse lago? Faça-me o favor.

Mil vídeos desses ratos fofos.

Hora de sair de Manhattan. Atravessamos a Brooklyn Bridge Promenade a pé! Isso te faz ter uma visão diferente da cidade. O sol abriu e o calor não estava fácil. Eu não tenho mais certeza de quanto tempo andamos. Uns vinte minutos, talvez? Compramos água durante a ida (tem para vender na ponte mesmo) e terminou antes de chegarmos do outro lado, haha. O pequeno pedacinho do Brooklyn que conhecemos pareceu ser muito bonitinho. Uma cara de filme americano. Ficamos lagarteando pelo Brooklyn Bridge Park (que está sendo ampliado).

Se os hipsters nasceram do chão de algum lugar, este chão é o de Williamsburg. Este pedaço do Brooklyn foi uma surpresa. Nos indicaram uma feira gastronômica, a Smorgasburg e fomos aproveitar para almoçar lá no dia seguinte. Incontáveis barraquinhas com outras incontáveis opções para almoço, lanches, bebidas, sobremesas. A feira acontece nos fins de semana, e no sábado (o dia que fomos), no East River State Park. Lá estávamos nós, almoçando sentados na muretinha, olhando a ilha. O bairro e as pessoas parecem ser um só. Sabe, feitos um para o outro? Andamos bastante por ali. Fomos em dois brechós enormes, o Beacon’s Closet e o Buffalo Exchange. Eu já não tinha mais paciência para vasculhar, era muita coisa. Frank se deu bem (o GWS fez um post sobre estes dois brechós depois que voltei, tem fotos e infos). Também entramos no Artist’s & Flea’s, um mercadão no mesmo estilo.

Queria outra!

Só Gesus sabe o quanto eu não queria ir embora.
No próximo post, atravessando o país e indo para o condado das palmeiras (: