Startanew II

O ano que vem será diferente e nisso não existe promessa de que será ou esperança de que será. Ele simplesmente será, porque eu quis. Lógico que já convoquei Dona Célia, a cã, e quem mais tiver me olhando pra que me ajude a não ficar na miséria, haha.

Primeiro dia sem trabalho e fui resolver pendências no centro da cidade. A impressão que eu tinha era de que eu não andava por aquelas ruelas há anos. Descobri que no lugar de uma antiga papelaria que eu frequentava anos atrás, abriu uma nova, com muita, muita opção, a Papellotti. Infelizmente, a cidade é bem carente de lugares assim. Recomendo para quem, como eu, é doida por isso (abro um parênteses aqui para as papelarias que vi em Los Angeles, eram de chorar de tão lindas). Mas vale a visita principalmente pela quantidade de opções. Como precisava renovar o estoque aqui de casa, deixei cinquenta dilmas no local, haha.

E isso é uma foto de lápis, Lya? Sim. Ridículo, não? Sim. Mas me apaixonei pela maciez dos lápis da Staedtler (só podia ser coisa de alemão), e tinha lá (são os sem bolinhas)! Eu não sou/nunca fui um ser que se dá muito bem com a delicadeza que as lapiseiras exigem, pelo óbvio motivo de eu não ser nem um pouco jeitosa. Portanto: lápises, lápises e lápises.

Processed with VSCOcam with t2 preset

No último dia de trabalho, ganhei da Françoise meu tão esperado presente de aniversário (que veio no Natal, mas o importante é que veio, haha). Sempre quis este livro da Cosac Naify. Sempre aguardava o bendito entrar na promoção dos 12.258 livros com desconto e ele nunca estava lá. O livro conta toda a tragetória e contribuição ao design editorial, não só no Brasil, mas principalmente nas revistas do mercado norte americano, da designer carioca Bea Feitler, falecida em 1987. Trabalhos icônicos que tu mesmo conhece, mas nem sabe que é dela. Inspiração pura.

Processed with VSCOcam with lv01 preset

It’s not a disco! No fim de semana passado fui cortar a peruca. Toda vez que vou lá, quero subir o cabelo mais ainda acima do ombro, mas cadê coragem? Tô aqui colecionando foto, mas cadê coragem, querido leitor? Ainda mais eu, uma criatura que passou a vida de cabelo chanel.

Aí ó, toda cagada.

Agora é renovar o estoque de bronzeador gente, chega dessa cor de chá de camomila.

viajante diurno



Há muito mais acontecendo nestas páginas, ponderações sobre o passado, esperanças para o futuro, mas a maior das experiências é existir.

Eu sempre quis ler Daytripper pelo simples fato de eu imaginar ser algo prolongado do que eu já conhecia do trabalho de Fábio Moon e Gabriel Bá. Dois seres de sensibilidade fora do normal. Gêmeos, de talentos enormemente iguais e/ou complementares.

Sempre classifiquei suas tiras como agradáveis socos no estômago.

8693111470_deaf1a44d7_o

9470673601_76385e420a_o

(mais pode ser visto nos arquivos de 10 pãezinhos).

A vida e sonhos (de vida) são temas frequentes, e não seria diferente em Daytripper.

Eu li a graphic novel duas vezes, de uma tacada só, em semanas diferentes.
Em ambas me emocionei porque, meus amigos, é foda. E eu sei que se eu ler pela terceira vez, não será diferente.
Isso porque o conto não fala de Brás, o protagonista, ele fala de nós. Fala da vida, da morte, de como poderia ter sido, do que é. E em certo ponto, algum tristeza ou fraqueza tua conversa com o que estais lendo. Acredito que dependendo de como estás, partes diferentes conversam contigo, porque eu acabei tendo duas leituras diferentes e duas sensações diferentes, mas cada vez mais instigante.

Se eu sequer sei resenhar alguma coisa, resenhar a riqueza de Daytripper é absolutamente impossível.

Para a sorte de vocês (e não minha porque, quando comprei, tive que varrer esta internet), Daytripper voltou ao estoque de vários lugares nesta semana.

Respire fundo, abra os olhos e feche o livro.

para ler e ouvir

Uma pausa nos posts que — não sei se vocês aguentam mais — para duas recomendações.

Eu não sou boa resenhadora e nem tentarei, porque a chance de eu estragar o livro é grande. Em Manual de Sobrevivência dos Tímidos, as ilustrações que seguem a linha de instruções de segurança em voo, do próprio autor, Bruno Maron, é um mínimo detalhe perto do texto solto e irônico. É para os tímidos e para os nem tanto. É o famoso tirar sarro de si mesmo. É a verdade e o absurdo, tudo junto. Um fez-me rir em todas as páginas. Disponível na Lote 42.

(Introdução – exibir imagem, para ver maior)


(Dicas para fuga – exibir imagem, para ver maior)

Muitas vezes, volto para casa de carona com o Luís. E mais de uma vez voltei ouvindo isso que eu não sabia o que era, mas a imagem na minha cabeça formava uma mulher, às vezes parecia homem (haha) e negra. Na sexta-feira, ouvindo sair a mesma voz da caixa de som do computador dele, resolvi perguntar o nome. Descubro que é um homem, branco, de 25 anos. Fica aqui meus parabéns a todo o conjunto da obra do inglês (mas é óbvio) James Blake.

Retrograde

Overgrown

Agora vou ali atualizar a idade do perfil, porque 17 de outubro já passou (;

Invejosos dirão:

é montagem.

Não tenho culpa se o bonitão foi fotografar em Los Angeles.

Após dez dias no modo gordinha depressiva, ele volta. E na mala, a estrela de tudo. Bonitão pede ajuda no presente. Digo que não precisa de presente. Bonitão insiste. Bonitão tem a resposta. Sonho realizado (em parte, falta a questão física da coisa). Vindo diretamente da terra natal do projeto, comprado na Taschen linda de Beverly Hills (habemos foto da loja), a chaproca de 440 páginas e 33 centímetros de largura: Case Study Houses. Uma maravilha para os olhos. Excesso de peso na bagagem? Não trabalhamos.

De surpresa, bonitão me trouxe fofamente um baralho todo ilustrado do Yellow Submarine. Pessoas só jogarão de mãos limpas.

No modo mulherzinha, para consertar a burrice da compra anterior, onde eu trouxe o Fluidline mas não trouxe o pincel para aplicar, desta vez ele veio, o 266 da Mac. Aproveitei para adquirir o vermelho que eu acho ainda me faltava (:

Sacolera na mala alheia.

In a hole in the ground

…there lived a hobbit.

E dona Lya, boba que é, ficou com os olhos míopes marejados (duas vezes, só). Se viu como dez anos antes, fazendo a mesma coisa. Lá estava eu, sozinha no cinema, pra mergulhar de novo na mitologia que enche meu coraçãozinho. Fui achando que iria ver um filme mamão com açúcar, como o livro, mas não. Senhor PJ o fez pesado, cheio de referências e com propósito. Deve ser a primeira vez na história desse país que o filme é melhor que o livro. Quem gosta, agradece.

Antes de começar a sessão, fui matar tempo onde o tempo passa rápido: na livraria. O bendito já me ganhou no sumário: Um mundo afogado em objetos, Linguagem, O design e seus arquétipos, Luxo, Moda, Design: A linguagem das coisas, Deyan Sudjic. A lista de livros aguardando para serem abertos só aumenta. Mas quem se importa?