amour

HANEKE_2012_Amour_official_poster

Como não me arrisco totalmente em escrever uma resenha sobre, roubei de quem conseguiu. Acredito que a melhor definição tenha sido a de que o filme Amour é sobre uma trajetória terrivelmente honesta. Aqui, não espere o meloso romântico comum. Amour expõe dolorosamente o fim inevitável.

Como tenho pouca ligação com cinema, vi poucos filmes fora do eixo de hollywood, mas com os que vi, sabia o que encontraria neste de língua francesa: sensibilidade extrema (e muitas vezes, cruel). Ao que li, faz parte também da característica do diretor, Haneke. Amour traz através de cenas rotineiras, silenciosas, escuras, um realismo puro. E são nestes instantes que ficas preso ao enredo.

Não há trilha sonora, não há inúmeras locações, são poucos personagens. Tudo se passa no silêncio e na solidão presente na casa do casal (estes, atores incríveis, Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, e eles bastam).

Não vou discorrer sobre a história, porque da mesma forma que assisti ao filme sem saber exatamente sobre do que se tratava, prefiro que quem não o viu (ainda) faça o mesmo. E eu recomendo assisti-lo.
O filme está aberto no site do Telecine Play (com legenda). A dica foi dada pela Letícia. Amour foi o vencedor do Oscar em 2012, como melhor filme estrangeiro.

In a hole in the ground

…there lived a hobbit.

E dona Lya, boba que é, ficou com os olhos míopes marejados (duas vezes, só). Se viu como dez anos antes, fazendo a mesma coisa. Lá estava eu, sozinha no cinema, pra mergulhar de novo na mitologia que enche meu coraçãozinho. Fui achando que iria ver um filme mamão com açúcar, como o livro, mas não. Senhor PJ o fez pesado, cheio de referências e com propósito. Deve ser a primeira vez na história desse país que o filme é melhor que o livro. Quem gosta, agradece.

Antes de começar a sessão, fui matar tempo onde o tempo passa rápido: na livraria. O bendito já me ganhou no sumário: Um mundo afogado em objetos, Linguagem, O design e seus arquétipos, Luxo, Moda, Design: A linguagem das coisas, Deyan Sudjic. A lista de livros aguardando para serem abertos só aumenta. Mas quem se importa?

Doyald Young

Achei muito bonito esse curta sobre Doyald Young. Recomendo a todos que gostam de tipografia, principalmente as cursivas. É uma bela aula. Doyald faleceu mês passado e tem três livros publicados.

i’m here

Façam como eu ontem: confiem na Simone, cliquem no link, achem engraçada a sensação de entrar no cinema, e como ainda estava esperando alguém, assistam ao filme de 20 minutos (acho que é isso) e chorem horrores.

Obrigada.

vsl cstcs

Tirei uma hora e meia do domingo preguiçoso e chuvoso pra assistir a um filme (ou documentário) que procurava desde o ano passado (obrigada ao Bronko que encontrou e lembrou de mim).
Visual Acoustics descreve o trabalho de Julius Shulman na fotografia da arquitetura modernista, na maioria das vezes, contada por ele próprio. Tudo que eu adoro está lá. Os segundos que vão de 28:10′ ao 29:00′ são um carinho pros olhos. Cenas da Stahl House hoje e a transição pra famosa fotografia de 1960. Sem contar a clareza desse senhor de quase 100 anos. Se possível, virei mais fã do que já era (:

Livros Relacionados (a.k.a. me dá):
Modernism Rediscovered – 3 volumes
Modernism Rediscovered – volume único
Case Study Houses

Brinde:
Vídeo do Julius recebendo as publicações em casa, pelo Benedikt Taschen.