força

Eu vou ser feliz demais se estiver viva e existindo no dia 17 de outubro, meu aniversário.
Estou aqui num modo 200 km/h, de manhã, de tarde e de noite (eu sabia que seria assim) e torcendo para não ter uma úlcera. Outros sintomas já sei que apareceram, afinal, me conheço muito bem. São 23:58 e terminei tudo por hoje.

Mas antes disso, eu saí de casa sim, veja só.

Sábado foi aniversário do meu querido e entre outras coisas, fomos ao CIC/MASC ver a exposição linda sobre Gaudí. Esta exposição veio por conta do sucesso que foi a de Miró, que visitei também. Espero que, novamente, traga mais uma. Minha cidade é muito carente nesse quesito.

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Também saí de casa para ver o bebê mais fofo da terra nos dias de hoje.

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Estes são dois bobos com a Isabela, primeira filha de nosso amigo coreano. Obviamente, olho puxado demais. Minhas caras estão horríveis, mas ela está linda, é o que importa.

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E também recebi visita em casa, e como precisa estar tudo bem, fui buscar flores para enfeitar. Comi um belo de um churrasco em plena quinta-feira na sacada de casa. Nada mal, rapaz.

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E por falar em casa, finalmente o cantinho vazio da sala ganhou um móvel! O aparador do Estudio Claro coube direitinho e ficou como eu queria. É todo de aço e possui 3 prateleiras.

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O quadro é da Estampapas, resolvemos deixá-lo apoiado e não pendurá-lo. O vaso de couro é da Rahyja Afrange, disponível na Galeria Nacional, os castiçais comprei no Etsy faz dois anos e estavam guardados até hoje, haha. Madeira maciça e desenho dinamarquês, como sempre gostei. A luminária já tínhamos, mas estava no aparador da tv e foi relocada, é do Alberth Diego. Também passei para ele a mãozinha e a vela que trouxe de viagem, que eu já havia mostrado aqui. Só esqueci de fazer a foto da parte de baixo, haha.

Mas me perdoem, porque agora vou dormir.

tem galo, mas não canta

Habitam este pequeno apartamento eu e um galo na testa, que aos 29 anos consegui produzir. Eu abri a porta, a porta emperrou pouco tempo depois, minha testa foi bem na dobra e agora somos melhores amigos.

Passei o fim de semana e dia dos pais na praia, com churrasco do glorioso Marcus Gyver. Depois de uma semana de sol, obviamente o fim de semana foi de muita nuvem. Florianópolis continua com seu sol em libra, algo assim. Consegui, pelo menos, andar bastante e molhar as canelas. Eu adoro esta época, porque é tudo muito vazio e silencioso. Eu e Madame Z roubamos plantas da vizinhança, como ela já pratica há alguns meses. Portanto, voltei com Monsteras e Strelitzia para casa. Retornando dos furtos, nós duas imaginávamos todo o discurso de prisão por crime ambiental, interceptação indevida e contrabando.

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Jurerê, meu lindo.

Passamos na banca e encontrei este livreto com um discurso que o Neil Gaiman, um dos meus autores favoritos, fez numa faculdade americana, chamado Make Good Art. Eu já conhecia tal discurso faz uns anos. Levei para ler antes de dormir, mas nada como estas mudanças que a gente faz na vida ou que a vida faz na gente. O texto me faz muito mais sentido hoje (com direito a lagriminha em algumas partes).

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Tu nem precisa comprar o livro, por mais agradável que seja visualmente, o discurso encontra-se disponível online. Aproveite.

Ah, sim, como comentei, outros dois na parede (:

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Meu namorado está em viagem, fotografando fora do país. Fiz esta foto com as coisas dele enquanto ele ainda estava aqui. A cada viagem que ele faz, eu acabo sentindo a falta dele mais rápido. Conclusões óbvias como: meu deus, como eu gosto de conversar com ele.

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Uma observação: recebi várias novas visitas em um curto espaço de tempo no blog, mas não sei exatamente de onde vieram. Fica aqui registrado minhas boas-vindas, e principalmente um muito obrigada a quem provavelmente indicou este blog em algum lugar. Ou denunciou, ainda não tenho certeza.

homem ao mar

Vocês são fogo, viu? O negócio está aqui, acumulando poeira e vem gente todo dia na esperança de um sinal de vida. E eu sempre darei meus bens, sempre darei.

Permitam-me a(s) metáfora(s), mas o vento de 2014 tem soprado à favor. Só estamos no mês de fevereiro, mas dizem que o começo é bastante complicado. Nada vem de graça, tenham certeza disso. Eu mesma não faço idéia do que virá. Mas para quem nunca achou que poderia comandar o próprio barco, a Capitã Lya tem se esforçado e até então, feliz pelas decisões. Existe uma frase (que ninguém tem certeza de quem é), que diz: Be kind, for everyone you meet is fighting a battle you know nothing about. E na verdade tu só te dá conta disso quando estais em uma.

Mudando de assunto, semana passada fui com amigos conhecer o Passeio Pedra Branca, que fica numa cidade vizinha à Florianópolis. Recomendo conhecer quem puder. Além de encontrá-los, fui por um motivo muito importante: comer.

Lá existe o Bernino – Batata Gourmet. Eu sei que tem essa bobagem de gourmet. Inclusive, acho que frescura e batata não combinam. Mas não fui pelo gourmet. Fui por essa palavra cujo peso no meu coração e na minha vida é enorme: ba-ta-ta. O lugar é muito bonito, és bem atendido e, deus, que batata gigante recheada maravilhosa. Minha próxima meta é levar meu namorado para que eu possa comer de novo.

No PPB também existe uma Brigaderia (gourmet), mas estava fechada quando passamos. Outro lugar que vale a pena visitar é o Tom de Luiza – Livraria e Empório Cultural. Além da livraria, no piso superior existe local para exposição e no térreo, um café.

Advinha quem fez os vários desenhos das vitrines da livraria? Isso mesmo, Japonesa Grávida, que inclusive me acompanhava no dia. Fotografei toda orgulhosa, haha.

E obviamente não dei tanta folga assim para o senhor carteiro nestas últimas semanas.
No Shop2gether comprei mimos para mim e ganhei um sachêt lindo (sério, tive que fotografar, apesar de vocês não poderem sentir o cheiro) da Loungerie.

Pera aí, eu comprei outro sapato? Sim.
Eu tenho vergonha? Sim.
Eu amei? HORRORES.

the silent drama

O trabalho (que se misturou com a vida) de Sebastião Salgado sempre foi muito inspirador. Fiquei feliz ao ver o reconhecimento da linda Taschen com esta figura. Genesis, o projeto fotográfico que ele realizou de 2004 a 2011, acaba de ser lançado e tornou-se um livro fantástico pela editora. É possível ver todo o orgulho do editor com o resultado.

Dois meses atrás, Sebastião deu uma palestra incrível em cada linha, no TED, em Los Angeles. E aqui fica a minha dica para tu ganhares 16 minutos do teu dia (:

MACCACABÔCOMEUCORAÇÃO – 2

Alguém aguenta? Dane-se.

Eu não sou a mesma pessoa depois do show do Paul, em Porto Alegre. Isso eu pude perceber em inúmeras ocasiões. O show de Porto Alegre foi uma catarse, era a primeira e última vez de uma oportunidade que duraria três horas. Em Porto Alegre tive uma experiência musical que provavelmente não terei igual pro resto da vida, mas sortudo somos nós que sabemos o que é isso.

E então, me surge Paul McCartney em Florianópolis (quando, me diz, QUANDO que eu imaginaria uma coisa dessa?) e posso dizer que foi um show diferente.

A diferença já começava pelas companhias: minha mãe era a pessoa mais empolgada com a possibilidade e durante duas semanas repetiu o refrão de Band On The Run em casa (do jeito dela, claro). Meu pai, agora um senhor com dois shows do cara no currículo e o namorado, que mesmo Macca não fazendo parte de seu repertório, resolveu ir.

Decidi não olhar o setlist da turnê, mesmo sabendo que alguma coisa se repetiria (o que é bom). Fiquei em um lugar bem melhor que o show anterior. Paul, de pulga, virou uma formiga no palco (o que é bom). E na conhecida pontualidade, entrou com Magical Mystery Tour.

A grande certeza é que sorri muito mais que chorei. Até porque, a lágrima se misturava com a chuva que caiu, que não desanimou ninguém. Só fui abrir a torneira de verdade na décima música, The Long and Winding Road, depois em Blackbird. Nas clássicas homenagens aos companheiros de banda, uma surpresa querida foi Paul levar todo mundo pra cantar um trecho de Yellow Submarine (e olha que acho chata). Chorei em Ram on, achei linda a reação do estádio em Something e dei meus socos no ar com Jet.

Em Floripa, Paul também quis nos agradar. Entre os vários regionalismos daqui, saudou os Manézinhos, nos chamou de Istepôs (minuto 6′), soltou a clássica côsa max quirida do jeito dele, claro, aos 0:16′.

Live and Let Die é algo que a gente precisaria ter todo dia de manhã, haha. Eu já aguardava o momento, mas a maioria nem sabia o que estava por vir. Eu eu nem consigo descrever, só lembrar.

Carry That Weight foi outra surpresa no bis do bis. Foi ela que emendou The End, pra torneira abrir de novo e saber que agora sim, o fim tinha chego. Ou não. Depois de tudo isso ter acontecido em menos de dois anos, quem sou eu pra dizer the end.

E esta sou eu. Feia, melecada, mas feliz, muito feliz.