MACCACABÔCOMEUCORAÇÃO – 2

Alguém aguenta? Dane-se.

Eu não sou a mesma pessoa depois do show do Paul, em Porto Alegre. Isso eu pude perceber em inúmeras ocasiões. O show de Porto Alegre foi uma catarse, era a primeira e última vez de uma oportunidade que duraria três horas. Em Porto Alegre tive uma experiência musical que provavelmente não terei igual pro resto da vida, mas sortudo somos nós que sabemos o que é isso.

E então, me surge Paul McCartney em Florianópolis (quando, me diz, QUANDO que eu imaginaria uma coisa dessa?) e posso dizer que foi um show diferente.

A diferença já começava pelas companhias: minha mãe era a pessoa mais empolgada com a possibilidade e durante duas semanas repetiu o refrão de Band On The Run em casa (do jeito dela, claro). Meu pai, agora um senhor com dois shows do cara no currículo e o namorado, que mesmo Macca não fazendo parte de seu repertório, resolveu ir.

Decidi não olhar o setlist da turnê, mesmo sabendo que alguma coisa se repetiria (o que é bom). Fiquei em um lugar bem melhor que o show anterior. Paul, de pulga, virou uma formiga no palco (o que é bom). E na conhecida pontualidade, entrou com Magical Mystery Tour.

A grande certeza é que sorri muito mais que chorei. Até porque, a lágrima se misturava com a chuva que caiu, que não desanimou ninguém. Só fui abrir a torneira de verdade na décima música, The Long and Winding Road, depois em Blackbird. Nas clássicas homenagens aos companheiros de banda, uma surpresa querida foi Paul levar todo mundo pra cantar um trecho de Yellow Submarine (e olha que acho chata). Chorei em Ram on, achei linda a reação do estádio em Something e dei meus socos no ar com Jet.

Em Floripa, Paul também quis nos agradar. Entre os vários regionalismos daqui, saudou os Manézinhos, nos chamou de Istepôs (minuto 6′), soltou a clássica côsa max quirida do jeito dele, claro, aos 0:16′.

Live and Let Die é algo que a gente precisaria ter todo dia de manhã, haha. Eu já aguardava o momento, mas a maioria nem sabia o que estava por vir. Eu eu nem consigo descrever, só lembrar.

Carry That Weight foi outra surpresa no bis do bis. Foi ela que emendou The End, pra torneira abrir de novo e saber que agora sim, o fim tinha chego. Ou não. Depois de tudo isso ter acontecido em menos de dois anos, quem sou eu pra dizer the end.

E esta sou eu. Feia, melecada, mas feliz, muito feliz.

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4 comentários

  1. Ba Moretti

    Imagino a sensação mas estou longe de poder dizer: sei como é. Já fui em show, shows que mexeram comigo, mas ainda não tive o prazer de ir em um de uma banda favorita. Pobre ou exigente demais, HAHA. Vai saber…

  2. Renata

    lindo, lindo! adoro o jeito como você descreve suas experiências <3

    todo mundo devia ter direito a um show de sua banda/artista favorito debaixo de chuva, pra poder chorar aos berros e ninguém perceber.
    passamos por um mini tornado em buenos aires enquanto assistíamos foo fighters e olha, foi perfeitamente inesquecível :)

  3. natália

    esperei ansiosamente por esse post. <3

  4. Julia

    caralho, lyandra. tu me fez chorar outra vez. te odeio. tchau.