oi?

Hoje, o diálogo que transcorreu com o atendente, no exato momento em que eu me sento e entrego a ficha preenchida, num órgão municipal:

- Essa letra é tua?
- É sim. Por que?
- Porque é feia.
- Sim, eu sei.
- Tu pintou as unhas?
- Sim, por que?
- Tá um cheiro de esmalte, não sente?
- Não.

Caro Leandro, desculpe-me por existir.
Da próxima vez que me chamarem à sua mesa, farei um favor a você e pegarei outra senha.
Beijos com sabor de acetona.

Ao chegar em casa, uma mensagem de uma agência de modelos, pedindo o envio do meu composit.

Cara agência, a última coisa que sirvo nesta vida é para modelo. Por favor, jamais se baseie em fotos de redes sociais. Farei um favor a vocês e não enviarei meu trabalho. De qualquer maneira, agradeço, visto que quarenta minutos antes tive a situação de merda acima.

Beijos com sabor de Bündchen morena do Camelódromo Municipal.

amour

HANEKE_2012_Amour_official_poster

Como não me arrisco totalmente em escrever uma resenha sobre, roubei de quem conseguiu. Acredito que a melhor definição tenha sido a de que o filme Amour é sobre uma trajetória terrivelmente honesta. Aqui, não espere o meloso romântico comum. Amour expõe dolorosamente o fim inevitável.

Como tenho pouca ligação com cinema, vi poucos filmes fora do eixo de hollywood, mas com os que vi, sabia o que encontraria neste de língua francesa: sensibilidade extrema (e muitas vezes, cruel). Ao que li, faz parte também da característica do diretor, Haneke. Amour traz através de cenas rotineiras, silenciosas, escuras, um realismo puro. E são nestes instantes que ficas preso ao enredo.

Não há trilha sonora, não há inúmeras locações, são poucos personagens. Tudo se passa no silêncio e na solidão presente na casa do casal (estes, atores incríveis, Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, e eles bastam).

Não vou discorrer sobre a história, porque da mesma forma que assisti ao filme sem saber exatamente sobre do que se tratava, prefiro que quem não o viu (ainda) faça o mesmo. E eu recomendo assisti-lo.
O filme está aberto no site do Telecine Play (com legenda). A dica foi dada pela Letícia. Amour foi o vencedor do Oscar em 2012, como melhor filme estrangeiro.

randomines

Esta semana, fui pela primeira vez ao Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM). Com 7 dias de programação com longas, docs, animações, debates. Eu não sou nem um pouco ligada à cinema, mas para os profissionais da área, é um prato cheio. Assistimos ao documentário Revelando Sebastião Salgado, gravado em Paris, na casa do fotógrafo. Auditório cheio, incluindo a diretora do próprio doc, Betse de Paula. Fiquei feliz que o bonitão gostou e por mim é recomendadíssimo!

Mudando de assunto, quando postei a imagem, acharam uma fofura, e eu também. Para identificar meus envelopes trabalhísticos, mandei fazer um carimbo com meu logo. A vontade é de sair carimbando parede.

E os correios trabalharam, e me trouxeram uma pulseira linda da Santafina, (que coloquei na vitrine do ShopCatalog naquela semana, viu?). Porque mais chique que prata e ouro, caro leitor, só rosé (:

em cartaz

Com ID Visual minha, direção de Nataly Callai (Estúdio Margot), com Ana Luiza Fortes e produção de Aline Callai (Estúdio Margot), dia trinta de maio estreia ‘Um Certo Tipo de Abalo Irremediável do Espírito’, em Florianópolis. Para mais infos, curta a fanpage: facebook.com/umcertotipo (:

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E um imenso obrigada a Dani que gentilmente atualizou algumas coisas aqui no blog, incluindo o Instagram ali do ladinho <3 Agora posso responder aos comentários diretamente aqui no blog e vocês receberão o aviso de resposta no e-mail (vitória!).