Amigaaa, tá sumidaaa

Eu sei, amiga.
Mas quando eu sumo é porque estou ferrada mesmo. Mais um freela alocado por duas semanas, e a noite para resolver os outros trabalhos. Neste meio tempo, eu ainda fiquei (e estou) podre. Nem malhar os glúteos eu fui e este blog, consequentemente, sofre o mesmo abandono que minha bunda. E minha bunda é importante.

Mas o que teve neste meio tempo?
Teve foto de pé, porque agora Frank é motoqueiro e esta é sua bota nova de couro comprada online (um feito inédito), procurando sua nova jaqueta de couro.

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Essa sou eu que caiu da moto, NOSSA, essa sou eu em dia de produção de foto para um catálogo.

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Teve uma sexta-feira à noite querida com amigos, comida maravilhosa (não preparada por mim, logicamente) e muita foto boa e ruim.

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Eu me camuflo sóbria muito bem em meio aos bêbados. Esta arte é resultado de 15 anos de muita técnica. Só na hora do sono que não engano. Vocês falam merda e eu vou para o canto do sofá mesmo.

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Rolou casamento, rolou Filé ao Molho Madeira Duplo (porque repeti o prato). Com exclusividade, um raro selfie de elevador deste casal. Como é possível perceber, meu querido não tem foco porque não me dedico ao selfie de elevador, mas eu apareço e este blog é meu (te amo, cara).
Inclusive meu cabelo está enorme, eu não aguento mais.
Cresceu três dedos quer dizer que está enorme.

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Comprei duas peças da nova coleção da Luiza Dias 111 (Luiza Dias é sempre esse shut up and take my money, toda coleção eu me apaixono por tudo). Comprei um colar para mim e um chaveiro para casa.

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Por falar em casa, teve mais um quadro prontinho. A capa de disco mais linda da terra que comprei no Ebay e guardei por uns seis anos, com a certeza de que um dia colocaria na parede de casa. Quanta perseverança, não?

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Outro pedacinho que mostrei daqui foi uma parte da bancada do lugar mais desbravador de todos, a cozinha. Outro quadrinho que mandei fazer foi este, com uma ilustração da Leah Duncan.

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Recebi um presente do menino gentil Pablo, leitor deste blog. O Pablo tem um trabalho com tricot, vendido no Coisas de Pablo e me presenteou com esta fofura de cactus que tu enterras com grãos de café! Além de bonitinho, ainda fica um leve perfume de café enquanto estou no escritório <3

E eu também fiquei toda feliz com um post no Instagram do site Casa Aberta (:

aleatoriedades II

Hoje eu estava feito uma madame nesta casa, vestida de roupão branco por conta do frio e não tão madame assim, pois esperava a carne descongelar. A temperatura por aqui não está tão baixa, mas o vento: gelaaado. Eu estou curiosa pra saber como será o outono/inverno neste apartamento.

Os primeiros quatro quadros que mandamos fazer chegaram. Ficaram muito bonitos, com o tempo vou mostrando aqui. Preciso decidir aonde vão ficar exatamente e ainda virão mais três. O maior deles é este do Olle Eksell. Era um sonho ter um Cocoa Eyes em casa.

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A louca das plantas – que no caso sou eu mesma – atacou novamente, Parte I.
Agora, procuro plantas na minha rua para os vasos. Ia receber meus sogros e cunhado para jantar, fui catar uns matos.

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A louca das plantas – que no caso sou eu mesma – atacou novamente, Parte II.
Fiz uma visita ao Primavera Garden para escolher um cactus porque, não me pergunte como, eu consegui matar um. Em minha defesa, prefiro dizer que ele já veio doente. O novo já se encontra belo em sua redoma, junto com o outro menor. Espero que se entendam.

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A louca das plantas – que no caso sou eu mesma – atacou novamente, Parte III.
Em todas as minhas passagens pela rua ou pelas lojas, procuro a Costela de Adão (Monstera) e eu já havia contado aqui. Pois ganhei da minha mãe três delas ontem, roubadas do jardim de uma casa. Madame Z está craque em surrupiar sorrateiramente plantas alheias. Palmas para minha mãe!

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Para organizar meus produtinhos dentro do armário, comprei esta bandeja linda do projeto da Selleti + Toilet Paper. A coleção é resultado da colaboração da revista com a marca italiana de utensílios. Foi paixão à primeira vista (:

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Neste feriado fomos conhecer o Jack & Jacks, um café aberto há poucos meses aqui. O local é muito bonitinho, ótimo para quem quer fazer um lanchinho na Lagoa da Conceição. O cardápio tem cafés, cervejas, doces e salgados. A apresentação dos pratos é bastante moderninha e o atendimento é tão simpático que a gente chega a estranhar.

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E como adoro o trabalho da Lígia Baleeiro (La Vestuarista), aqui vai uma dica: para quem é de Florianópolis, nos dias 16 e 17 deste mês (maio), ela retornará com o Vestindo Minha História, um workshop que mistura consultoria de estilo e desenvolvimento pessoal. Ainda tem vagas (:

vai explodir

Desde que me mudei, uma coisa que ainda me incomodava era ter deixado todos – todos – os meus livros na casa dos meus pais. Mas não havia escolha, eu não possuía lugar para acomoda-los na nova morada.

Eu tenho 96 livros. Tu podes ter mais, ou menos. Volta e meia me desfaço de alguns, para outros poderem ganhar lugar. Não faço o perfil acumuladores.

Dois meses depois que nos mudamos, mandamos fazer o aparador da sala e este ficou vazio até hoje (isso significa: cinco meses). Portanto, achei pertinente possuí-lo e um bom lugar para guardá-los. Pedi autorização do Frank para ocupar todo o negócio, haha. Na noite em que trouxe as criaturas, enquanto eu ia colocando na frente do móvel, eu só tinha uma certeza: não-ia-caber.

Amigas e amigos, coube.

Usei o poder da diagramação de livros e coube tudo, perfeitamente.
Mas também não sobrou nada.

Agora tenho todos aqui e dividi em grupos de temas próximos, para ajudar quando precisar procurar, literatura, quadrinhos e arte/design/arquitetura.

(Este é um lado das portas)

Se o meu aparador irá desmoronar?
Tenho suspeitado que sim.

Tenho vários livros bem bonitos. Alguns usei para decorar a parte de cima. Um pedacinho de mim, um pedacinho do Frank. Outros ainda estão guardados, mas espero poder usá-los no outro móvel que quero ter aqui.

E parem de fazer comentários queridos sobre o meu comentário no post anterior sobre os comentários queridos que vocês deixaram. Isso vai virar um inception e eu vou chorar.

mais uma carta de amor

São 17 anos de relacionamento, mas ele não sabe.
Foi paixão à primeira vista.
E então, eu mudei, você mudou.
O amor tudo superou.
O amor tudo supera.
E se o eu de 12 anos te ama ainda mais hoje, aos 29, ah, é amor.
Isso É amor.

Eu te amo Noel Gallagher.

Deixo aqui alguns presentes do novo álbum:

Riverman (minha favorita, seguida de The Right Stuff, que não consegui achar para tocar aqui, então por favor procurem nos Spotify da vida.)

Ballad Of The Mighty I

E do mesmo álbum, lançado mês passado: The Dying of the Light, Do The Damage, In The Heat of the Moment.

num aguento, gracyanne

E me dei umas horas a mais de descanso na quinta-feira. Fiquei lá boiando na piscina, tentando pensar em nada. Inclusive, lá no fundão é onde malho meus gambitos e os coitados estavam judiados da puxação de ferro desta semana. Fui para a água quentinha para ver se dava uma aliviada. Neste momento posso dizer que já caminho como alguém da minha idade.

Aqui é só para me exibir mesmo.

Esta semana chegaram os livros que comprei em mais uma das quinhentas promoções da Cosac Naify. Desta vez a promoção valia a pena mesmo, visto que os livros que eu sempre quis estavam abaixo do preço e segundo eles, o motivo era troca de espaço físico da empresa. A Cosac Naify deve ter um interessante plano de negócios, visto que em 90% do tempo está em promoção. Vamos reclamar? Não né, pois:

Comprei este maravilhoso livro do David Bowie por 30 Dilmas Reeleitas.

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E o primeiro acabar do estoque, o Antologia, por 40 Dilmas Reeleitas. Um livro que vi lançar a uns 400 reais e nunca achei que teria.

Ontem trouxe todos os meus livros para casa, depois de 7 meses.
Isto vai para outro post.

Um parênteses sobre o post anterior.
Ele teve comentários muito legais, teve repercussão no twitter, ele foi parar na íntegra no facebook.
Eu pensei nesta coisa maluca de ler tantos textos online nos quais me identifico e não pensar que eu mesma poderia escrever um e outras tantas pessoas se identificarem (tanto).
E aí entra a questão numero dois: este blog não tem milhares de acessos diários, mas ele tem quem leia. Leia mesmo. Esse povo maluco que entra aqui todo dia quando, sei lá, posto duas vezes no mês. E olha que 95% dele é bobagem e 5% de seriedade. Quanta gente que conheço que escreveria um grande post e quantos leriam seriamente? Poucos, muito poucos. E este espaço sempre teve gente que lê, que comenta sem dó (seja aqui ou em outras redes sociais). Por isso que essa bobagem aqui é especial para mim e poranto, queria agradecer você, caro leitor (:

minha vida de freelancer


Das coisas que gosto fazer.

Este grande (palavra adicionada após terminá-lo) texto inicia feito blogueiro babaca: a pedidos, estou escrevendo este post. A gente sabe que ninguém pediu, mas a gente finge que acredita.

Mas veja só, este post foi a pedidos. A pedido de duas pessoas que não se conhecem, e coincidentemente, em um espaço de uma semana, me solicitaram a mesma coisa. Portanto, achei pertinente.

Minha vida de freelancer porque, ora, assim ocorre comigo.
Porque se tem algo que posso lhe dizer é: não há regras, mas há certas necessidades ou determinadas características que acredito que deva-se ter, ou, se não as tem, deve-se desenvolver.

Talvez seja um post para esclarecer, talvez um post para encorajar, talvez um post para ver que não, não é para ti. De repente, não agora. Ou nunca mesmo, como achei que era meu caso.

E eu era assim. Eu precisava de segurança, de estabilidade. Eu tinha medo. Vinde a mim os jobs, pensava eu, sentada na cadeira das empresas de design que trabalhei. Mas então aconteceu de eu não ser mais feliz daquele jeito. Eu queria trabalhar para mim. Batalhar por mim. Ver meu trabalho mais valorizado. Porque meu trabalho dá trabalho. Me ver crescer, já que não me via crescendo enquanto as empresas cresciam. E a vida de freelancer te dá isso.

O que aconteceria? Meu Pai do Santo Cristo, eu não sabia, e eu não sei, mas eu disse para mim: vou experimentar 6 meses.

Eu pedi demissão em novembro e trabalhei até dezembro do mesmo ano, 2013. Somente no mesmo dezembro de 2013, nas ‘férias coletivas’ dos outros e do meu desemprego, eu fui pesquisar como era efetivamente a vida de um freelancer. O que raios tinha que fazer para ser freelancer. E lá estavam todas as regras: crie uma rotina, planeje suas horas, não trabalhe de pijama, organize sua agenda, etc.

Um dos melhores elogios que recebi de um chefe, não foi um elogio ao layout, foi que eu tinha uma organização de execução de trabalhos superior. Eu sabia me programar para executar todas as tarefas diárias e isso vem de algo simples para mim: eu preciso me organizar antes de trabalhar. É uma ferramenta fundamental, e eu já tinha.

A mudança de trabalhar em casa me fez ter duas situações: quando eu morava com meus pais e agora sem eles.
Com meus pais foi uma época difícil nos primeiros meses. Eu estava em casa, portanto, para eles, disponível. Enquanto eu estava no meio de algum processo criativo, ou um olho na tabela de códigos de peças de catálogo no excel, outro no InDesign, outro no e-mail, outro no peixe e outro no gato, e pelo amor de deus ninguém me interrompa porque é um trabalho que exige concentração:

– Lya, podes vir me ajudar a descascar batatas?

Sim, esta era Madame Z.
Problema em descascar as batatas para ela? Nenhum.
Mas não naquela hora.

Eu tive que conversar em casa. Eu expliquei que poderia ajudar, mas eu estava sim, trabalhando. E que naquele momento e em vários outros, eu não tinha como interromper imediatamente a sequencia de raciocínio em que estava, para sair correndo e cortar batatas. Minha mãe entendeu um tempo depois.

Naquela época, eu acordava sempre no mesmo horário (como recomendado) e trocava de roupa (como recomendado). Me vestia feito mendiga, mas pelo menos não era pijama. Meses depois, eu estava de pijama trabalhando, como faço até hoje, mais de um ano depois. Trocar de roupa era um dos ‘itens essenciais’ para um freelancer em casa. Quando percebi, a roupa que eu vestia, fosse pijama, fosse mendiga, não mudava em nada minha dedicação ao trabalho. Hoje acordo a hora que quero. Pode ser as 8, pode ser as 9, pode ser as 10. Tudo depende do andamento do projeto que estou executando. Outra questão, eu não sou um ser noturno. Eu funciono durante o dia.

Agora, dona do próprio lar, distração em casa? Poucas. Meu senso de responsabilidade é maior que isto (inclusive gera alguns puxões de orelhas – com razão – por vezes ser exagerado). E acredito que isto foi outra característica desenvolvida nos anos que trabalhei em empresas. Junto disso, venci grande parte do monstro chamado procrastinação. Por favor, faça listas de tarefas.

Sempre trabalhei em equipe e achei que sofreria muito da falta de outras pessoas ao meu redor, carrego hoje grandes amigos vindos do trabalho. Mas, tirei de letra. Acho que por ser alguém que consegue ficar bem sozinha.

Aprendi que se eu não mudasse, nada na minha vida mudaria. Aquela virada dependia de mim e só de mim. E assim se fez, ou assim me fiz. Me vi trabalhando, indo destemida a reuniões, conversando, apresentando o que sei fazer para pessoas que não conhecia. Eu cresci. E se eu voltar a trabalhar em uma empresa, eu voltarei melhor, porque soube me virar sozinha.

Eu dizia, que sorte eu tenho. Mas parei para pensar e não, não era sorte. Eu estava apenas colhendo fruto de muita dedicação em todos os lugares que passei. Que sempre coloquei acima de várias outras responsabilidades (que não é bonito e a gente chega a ficar doente com isso).

Não sei o dia de amanhã.
Não sei até quando terei a oportunidade de trabalhar assim, mas estou aproveitando o momento, que dura atualmente quase um ano e meio sem parar.
E espero parar. E quando digo parar, é espero poder tirar férias, que não pude. Preciso ver as coisas lá fora.

Os meses bons superaram os menos bons e me fazem querer continuar e tentar.

Eu gosto daquela frase do Guimarães Rosa,
A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

E se teve algo que ganhei, foi coragem.