mais uma carta de amor

São 17 anos de relacionamento, mas ele não sabe.
Foi paixão à primeira vista.
E então, eu mudei, você mudou.
O amor tudo superou.
O amor tudo supera.
E se o eu de 12 anos te ama ainda mais hoje, aos 29, ah, é amor.
Isso É amor.

Eu te amo Noel Gallagher.

Deixo aqui alguns presentes do novo álbum:

Riverman (minha favorita, seguida de The Right Stuff, que não consegui achar para tocar aqui, então por favor procurem nos Spotify da vida.)

Ballad Of The Mighty I

E do mesmo álbum, lançado mês passado: The Dying of the Light, Do The Damage, In The Heat of the Moment.

num aguento, gracyanne

E me dei umas horas a mais de descanso na quinta-feira. Fiquei lá boiando na piscina, tentando pensar em nada. Inclusive, lá no fundão é onde malho meus gambitos e os coitados estavam judiados da puxação de ferro desta semana. Fui para a água quentinha para ver se dava uma aliviada. Neste momento posso dizer que já caminho como alguém da minha idade.

Aqui é só para me exibir mesmo.

Esta semana chegaram os livros que comprei em mais uma das quinhentas promoções da Cosac Naify. Desta vez a promoção valia a pena mesmo, visto que os livros que eu sempre quis estavam abaixo do preço e segundo eles, o motivo era troca de espaço físico da empresa. A Cosac Naify deve ter um interessante plano de negócios, visto que em 90% do tempo está em promoção. Vamos reclamar? Não né, pois:

Comprei este maravilhoso livro do David Bowie por 30 Dilmas Reeleitas.

Processed with VSCOcam with a5 preset

E o primeiro acabar do estoque, o Antologia, por 40 Dilmas Reeleitas. Um livro que vi lançar a uns 400 reais e nunca achei que teria.

Ontem trouxe todos os meus livros para casa, depois de 7 meses.
Isto vai para outro post.

Um parênteses sobre o post anterior.
Ele teve comentários muito legais, teve repercussão no twitter, ele foi parar na íntegra no facebook.
Eu pensei nesta coisa maluca de ler tantos textos online nos quais me identifico e não pensar que eu mesma poderia escrever um e outras tantas pessoas se identificarem (tanto).
E aí entra a questão numero dois: este blog não tem milhares de acessos diários, mas ele tem quem leia. Leia mesmo. Esse povo maluco que entra aqui todo dia quando, sei lá, posto duas vezes no mês. E olha que 95% dele é bobagem e 5% de seriedade. Quanta gente que conheço que escreveria um grande post e quantos leriam seriamente? Poucos, muito poucos. E este espaço sempre teve gente que lê, que comenta sem dó (seja aqui ou em outras redes sociais). Por isso que essa bobagem aqui é especial para mim e poranto, queria agradecer você, caro leitor (:

minha vida de freelancer


Das coisas que gosto fazer.

Este grande (palavra adicionada após terminá-lo) texto inicia feito blogueiro babaca: a pedidos, estou escrevendo este post. A gente sabe que ninguém pediu, mas a gente finge que acredita.

Mas veja só, este post foi a pedidos. A pedido de duas pessoas que não se conhecem, e coincidentemente, em um espaço de uma semana, me solicitaram a mesma coisa. Portanto, achei pertinente.

Minha vida de freelancer porque, ora, assim ocorre comigo.
Porque se tem algo que posso lhe dizer é: não há regras, mas há certas necessidades ou determinadas características que acredito que deva-se ter, ou, se não as tem, deve-se desenvolver.

Talvez seja um post para esclarecer, talvez um post para encorajar, talvez um post para ver que não, não é para ti. De repente, não agora. Ou nunca mesmo, como achei que era meu caso.

E eu era assim. Eu precisava de segurança, de estabilidade. Eu tinha medo. Vinde a mim os jobs, pensava eu, sentada na cadeira das empresas de design que trabalhei. Mas então aconteceu de eu não ser mais feliz daquele jeito. Eu queria trabalhar para mim. Batalhar por mim. Ver meu trabalho mais valorizado. Porque meu trabalho dá trabalho. Me ver crescer, já que não me via crescendo enquanto as empresas cresciam. E a vida de freelancer te dá isso.

O que aconteceria? Meu Pai do Santo Cristo, eu não sabia, e eu não sei, mas eu disse para mim: vou experimentar 6 meses.

Eu pedi demissão em novembro e trabalhei até dezembro do mesmo ano, 2013. Somente no mesmo dezembro de 2013, nas ‘férias coletivas’ dos outros e do meu desemprego, eu fui pesquisar como era efetivamente a vida de um freelancer. O que raios tinha que fazer para ser freelancer. E lá estavam todas as regras: crie uma rotina, planeje suas horas, não trabalhe de pijama, organize sua agenda, etc.

Um dos melhores elogios que recebi de um chefe, não foi um elogio ao layout, foi que eu tinha uma organização de execução de trabalhos superior. Eu sabia me programar para executar todas as tarefas diárias e isso vem de algo simples para mim: eu preciso me organizar antes de trabalhar. É uma ferramenta fundamental, e eu já tinha.

A mudança de trabalhar em casa me fez ter duas situações: quando eu morava com meus pais e agora sem eles.
Com meus pais foi uma época difícil nos primeiros meses. Eu estava em casa, portanto, para eles, disponível. Enquanto eu estava no meio de algum processo criativo, ou um olho na tabela de códigos de peças de catálogo no excel, outro no InDesign, outro no e-mail, outro no peixe e outro no gato, e pelo amor de deus ninguém me interrompa porque é um trabalho que exige concentração:

– Lya, podes vir me ajudar a descascar batatas?

Sim, esta era Madame Z.
Problema em descascar as batatas para ela? Nenhum.
Mas não naquela hora.

Eu tive que conversar em casa. Eu expliquei que poderia ajudar, mas eu estava sim, trabalhando. E que naquele momento e em vários outros, eu não tinha como interromper imediatamente a sequencia de raciocínio em que estava, para sair correndo e cortar batatas. Minha mãe entendeu um tempo depois.

Naquela época, eu acordava sempre no mesmo horário (como recomendado) e trocava de roupa (como recomendado). Me vestia feito mendiga, mas pelo menos não era pijama. Meses depois, eu estava de pijama trabalhando, como faço até hoje, mais de um ano depois. Trocar de roupa era um dos ‘itens essenciais’ para um freelancer em casa. Quando percebi, a roupa que eu vestia, fosse pijama, fosse mendiga, não mudava em nada minha dedicação ao trabalho. Hoje acordo a hora que quero. Pode ser as 8, pode ser as 9, pode ser as 10. Tudo depende do andamento do projeto que estou executando. Outra questão, eu não sou um ser noturno. Eu funciono durante o dia.

Agora, dona do próprio lar, distração em casa? Poucas. Meu senso de responsabilidade é maior que isto (inclusive gera alguns puxões de orelhas – com razão – por vezes ser exagerado). E acredito que isto foi outra característica desenvolvida nos anos que trabalhei em empresas. Junto disso, venci grande parte do monstro chamado procrastinação. Por favor, faça listas de tarefas.

Sempre trabalhei em equipe e achei que sofreria muito da falta de outras pessoas ao meu redor, carrego hoje grandes amigos vindos do trabalho. Mas, tirei de letra. Acho que por ser alguém que consegue ficar bem sozinha.

Aprendi que se eu não mudasse, nada na minha vida mudaria. Aquela virada dependia de mim e só de mim. E assim se fez, ou assim me fiz. Me vi trabalhando, indo destemida a reuniões, conversando, apresentando o que sei fazer para pessoas que não conhecia. Eu cresci. E se eu voltar a trabalhar em uma empresa, eu voltarei melhor, porque soube me virar sozinha.

Eu dizia, que sorte eu tenho. Mas parei para pensar e não, não era sorte. Eu estava apenas colhendo fruto de muita dedicação em todos os lugares que passei. Que sempre coloquei acima de várias outras responsabilidades (que não é bonito e a gente chega a ficar doente com isso).

Não sei o dia de amanhã.
Não sei até quando terei a oportunidade de trabalhar assim, mas estou aproveitando o momento, que dura atualmente quase um ano e meio sem parar.
E espero parar. E quando digo parar, é espero poder tirar férias, que não pude. Preciso ver as coisas lá fora.

Os meses bons superaram os menos bons e me fazem querer continuar e tentar.

Eu gosto daquela frase do Guimarães Rosa,
A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

E se teve algo que ganhei, foi coragem.

queima desgraçada

Venho aqui dizer que meu corpo agora possui duas queimaduras.
Uma já em processo avançado de cicatrização, no braço direito, no local onde os mano fazem tatuagem. Dá pra escrever um Jejyscleison inteiro no meu braço, graças à forma no forno. A outra aconteceu poucos minutos atrás, onde o molho de tomate espirrou na minha barriga e agora me encontro com duas bolhas bezuntadas de bepantol.
Não sei se é de conhecimento, mas sou Victoria’s Secret e cozinho de calcinha.

Minha boa reputação nesta casa continua crescendo arduamente. Em seis meses completados, quebrei 3, dos nossos 6 copos que usamos no dia a dia. Todos foram repostos, mas o diálogo a seguir repete-se toda semana:

– Frank, deixa eu te contar!
– Quebrou um copo?

– Frank, aconteceu uma coisa.
– Quebrou um copo?

– Frank, não vais acreditar.
– Quebrou um copo?

– Frank, olha só isso!
– Quebrou um copo?

Ontem aconteceu de novo e eu já avisei que caso que eu quebre um copo, ele será reposto, como todos os outros. Ninguém jamais se feriu com os cacos de vidro, somente a pia.

Post passado, coloquei uma imagem da minha mesa de trabalho e esta semana postei uma bagunça fotogênica no meu instagram. Então veio o convite para mostrar meu pequeno local de trabalho em uma série de um blog. Quando for ao ar eu aviso aqui (:

Processed with VSCOcam with hb1 preset

Como o meu armário fica no mesmo quarto onde temos o escritório, é uma cena comum, haha. A foto foi o resultado de uma sexta e um sábado. Brinco e colar Luiza Dias, pulseiras da Nouvelle e Jana Favoreto, pasta da Animale, carteira Marc by Marc by Marc by Marc Jacobs e meu inseparável caderno Marimekko.

amenidades

Estou digitando, mas usando nove dedos, porque faz uma hora que enfiei um facão no meio de um deles enquanto cortava um abacaxi. O dedo não caiu, então está tudo bem.

Semana passada peguei uma virose (pelo menos é o que o médico plantonista diria), coloquei todo o meu corpo para fora durante 24 horas. Mas estou viva (como é bom sentir fome), então está tudo bem.

Depois da virose, cozinhei feijão novamente. Estou ninja em fazer feijão e isso me deixa extremamente feliz, porque é uma das coisas que mais gosto de comer. Só perde para o tubérculo da vida, a rainha dentre todos os alimentos, a batata. Ele foi almoço dois dias seguidos e com um arroz molhadinho então, o sorriso estampa meu rosto e meu estômago pesa mais do que eu.

Esta semana será corrida novamente porque farei mais uma vez um freela alocado. Mas desta vez só uma semana, então a zona não será tão grande (assim espero). Acho que será um próspero mês de março, já que o mês de fevereiro foi preguiçoso. Obrigada carnaval, mas não.

E por favor, palmas para o biquíni que chegou esta semana, da linda Chapéu.